From the monthly archives: outubro 2011

Noite de Halloween em Nova York, com Jessica 6 ao vivo no Bowery Ballroom

Sábado à noite em Nova York, véspera de Halloween, todo mundo vestindo suas fantasias nas ruas geladas de Manhattan sob uma neve que caia desde cedo, mas que não atrapalhou a festa. O palco mais “hot” da noite era o do Bowery Ballroom, com o show sold out dos pratas da casa,  Holy Ghost!, primeiro show da turnê  americana junto com o Jessica 6 e Eli Escobar.

A noite começou com o show do excelente trio do Brooklyn Jessica 6, anote bem esse nome. O show foi baseado nas músicas do seu debut álbum See The Light e o grupo fez uma apresentação de nu disco, house, funk e soul tocado ao vivo com instrumentos de verdade, que foi absurdo. Faixas como “See the Light” e “Prisioner of Love”  colocou todo mundo pra dançar. A vocalista Nomi Ruiz leva toda sua sensualidade pro palco, um belo plus para a performance da banda. No meio do set, um cover de “Somebody To Love Me” do Mark Ronson veio a calhar. A noite esava apenas começando e a festa ia ser boa pra valer.

Entre a apresentação do Jessica 6 e o Holy Ghost!, o DJ Eli Escobar que embarca nesta turnê com as duas bandas, fez as vezes nas picapes, e aí sim, a noite se transformou numa verdadeira festa de novaiorquinos, para novaiorquinos.

Escobar cresceu em Nova York nos anos 80 e há 10 anos vem tocando dance music nas festas mais quentes da cidade, onde ele reina absoluto. Entre as novidades do Escobar, estava remix do Fight Facilities para a faixa “Feelin”, que colocou a pista pra ferver. Teve também Cut Copy, Bag Riders, Duck Sauce e por aí foi. Acesse o soundcloud do cara para conhecer mais sobre ele.

Público lotando a pista do Bowery ao som do DJ Eli Escobar

Mas a noite era mesmo da dupla Alex Frankel e Nick Milllhiser, que formam o  Holy Ghost!. Eles são hoje a trilha sonora de Nova York. O primeiro  álbum deles foi recentemente lançado pela DFA Records, e tem faixas como “Do It Again”, que  toca sem parar por todos os lugares que você vá, desde as lojas high end fashion da West Broadway, aos locais mais descolados do Brooklyn. Durante a apresentação de 1h e 15m, o Holy Ghost! o público que cantava junto todas as músicas da banda. Nada mal, para o primeiro show da turnê. Confira no vídeo abaixo, um trecho de “Hold On”, primeiro hit deles, de 2007.

* Bônus track:

Após o show, encontrei com o Alex por acaso, em frente ao Bowery, se escondendo da neve. Eu estava esperando um taxi e ele fumando um cigarro, com a namorada e uns amigos. Quando eu disse que apresentava um programa de rádio chamado Studio Eleven, fiquei surpreso ao ouvir do cara “oh yeah, I know your show.” Boa, Alex.

Se nada der errado, o próximo post deste blog vai ser  do Brasil, com mais novidades de Nova York, um programa ao vivo na quinta-feira com o resumo completo do CMJ 2011 e também o meu encontro com um amigo pessoal de…  Jimi Hendrix.

Happy Halloween!

Friendly Fires ao vivo no Paradise Rock Club, em Boston, último show da turnê americana do álbum Pala, 27th Oct 2011

Se em Seattle estava frio, em Boston nevou. É, o outono tem sido mais que rigoroso na America  este ano. Fui direto ao Paradise Rock Club, ou apenas The Dise, como o chamam  os locais, o clube mais famoso de Boston, e por onde as principais bandas tocam quando passam por aqui. E foi no the Dise que o Friendly Fires fez o último show da turnê do álbum Pala nos Estados Unidos. Em 1h 30m de show, a banda chutou tudo em uma apresentação impecável para um público impecável. Todo mundo muito estiloso, meio preppy, meio college e um público feminino de impressionar.  A balada estava cheia de gente legal e o Friendly Fires fez ferver o Paradise. No vídeo, eles entram no palco e abrem o show com “Lovesick”.

A cada música, o Friendly Fires se animava mais e o público também. Foi uma grande festa ontem à noite em Boston. O vocalista Ed Mcfarlane descia do palco muitas vezes para cantar junto com a galera.Ed Gibson percorreu todo o mezanino solando no último som. Destaque também para o baterista Jack Savidge, que toca absurdo. O hit single “Paris” fechou o show antes do bis, veja o vibe:

*SETLIST

Na foto, a garota de Boston feliz depois do show levando pra casa o setlist, posa para uma foto:

Lovesick
Jump In The Pool
Blue Cassete
True Love
On Board
Chimes
Skeleton Boy
Show Me Lights
Live Those Days Tonight
Hurting
Pull Me Back To Earth
Paris

Hawaiian Air
Kiss Of Life

*BOSTON SPORTS
Além ter as universidades mais famosas do mundo, Boston é também a cidade dos esportes. Terra do Boston Celtics, e do Red Sox, (dois dos melhores times de basquete e baseball,  consecutivamente) aqui as pessoas param tudo para ver um jogo na TV. Principalmente se for uma rodada da liga nacional de Baseball. Após o show, fui recomendado a conhecer o T’s Pub, um american bar que fica ao lado do Paradise e tem 16 TVs de LCD espalhadas pelo hall e, como se não bastasse,  no centro está um projetor gigante. Todos acompanhavam o jogo 6 entre o Dallas Rangers x St Louis Cardinals, que ganhou de virada empatando a série em 3 x 3, para a alegria dos bostonianos, que berravam “Dallas sucks!” no final da partida. Nunca entendi nada de Baseball, mas ontem aprendi bastante.

O próximo post deste blog, será de volta à Nova York, com o primeiro show da turnê do  Holy Ghost!,  no Bowery Ballroom. Assinados pela DFA Records, o Holy Ghost! é o nome mais comentado na cena indie dance no momento. O show está esgotado e a abertura vai ser com o Jessica 6, um trio do Brooklyn de electro pop bem legal.

Até lá.

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Seattle, a cidade que mais respira música do mundo.

Seattle me recebeu com chuva e frio, como tinha que ser. A capital do grunge de 20 anos atrás respira o rock por todos os lados. A música ecoa em quaquer lugar que você esteja, seja no elevador, na farmácia, na loja de departamentos, nas de coffee shops. Só toca coisa boa. O noticiário local das 11 da noite passava uma matéria sobre o Kiss e o da manhã, terminou o horário tocando The Smiths de BG.  Até a propaganda do novo Chevrolet Silverado 2011 tem como fundo a música “Evol”, do Black Rebel Motorcycle Club.

Entrada do museu de música de Seattle. A mostra Nirvana fica em exposição até abril de 2013.

O museu de música Experience Music Project apresenta a mostra Nirvana: Taking Punk To The Masses, com a maior e mais completa memorabilia sobre a história da seminal banda de Seattle. Por todo o complexo, caixas de som ficam ligadas o dia todo. Na entrada da galeria, uma tela de LCD gigante toca uma seleção de vídeos que vão de Soundgarden à Fleet Foxes.

O grunge não sobreviveu,  mas sua marca deixada nos anos 90,  estabeleceu uma estrutura que certamente continua forte. A maioria das bandas locais de hoje afirmam que provavelmente não existiriam, se não fosse pela influência do grunge e do Nirvana.

Mesmo assim,  20 anos depois do mundo conhecer o som de Seattle, a cena hoje é indefinível. Mergulhei em uma das casas mais undergrounds de Seattle, a Funhouse. O lugar recebe shows de bandas locais 7 dias por semana. Na segunda, tocaram as bandas Pound Pound Pound, Rebelmart, Dogs que é de Tóquio,  e o cantor Jay Johnson.  Antes da Funhouse ser a Funhouse, este mesmo palco é onde o Nirvana se apresentava bem antes de imaginar ser o que foi.

A banda punk Pound Pound Pound, ao vivo na Funhouse, em Seattle.

No último final de semana o Heineken Arts Fest 2011 agitou a cidade por 3 dias. O show mais esperado foi, claro, o  Mudhoney no palco do Neumos.  Veja aqui eles tocando “Touch Me I’m Sick”:

O Neumos fica na esquina da 10th Ave com a Pike St e foi onde tudo começou. Aqui tocavam Nirvana, Mudhoney, Fastbacks, Soundgarden, Pearl Jam e todas as bandas que fizeram parte do movimento grunge, antes de estourar. Hoje a casa é rota de shows em Seattle e recebe bandas de porte médio/grande, que estão em turnê pelos Estados Unidos.

Fachada do club Neumos, em Seattle, onde tudo começou.

Cartazes de shows enchem os postes na região oeste da cidade.

*Next stop: Boston.

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A banda paulistana CSS ao vivo, no show de encerramento do CMJ 2011 em Nova York

Se você pensar que há 8 anos atrás, o CSS era apenas mais uma banda que tocava pelos clubes de São Paulo por um 6 pack de cervejas, e que hoje, é uma banda que deu totalmente certo, vai parecer um sonho.

A proporção que tomou o CSS aqui na America é impressionante.  A banda fez o último show do CMJ com um Webster Hall lotado, e a casa é grande. Os fãs do CSS chegaram cedo e já colaram na primeira fila do palco e dali ninguém sai. Na lojinha com om merchandising oficial, os produtos vendiam como água, O vinil de La Liberación chegou esgotado para o show de Nova York e as camisetas vendem uma atrás da outra. Foi bem legal.

A abertura do show ficou para o Men, banda do Brooklyn que toca um electro rock bem ritmado, e que está acompanhando a turnê do CSS pelos Estados Unidos.

Men: do Brooklyn para os shows de abertura da turnê do CSS

O show do CSS foi baseado nos hits da banda, dos 2 primeiros álbums, e músicas do último trabalho La Liberación. Músicas como “Off The Hook” e “Let’s Make Love and Listen Death From Above” colocaram o Webster Hall abaixo. Neste vídeo, o CSS toca “Move” e nele dá para ter uma ideia como Lovefoxx é adorada pelo público.

Enquanto isso, o Brooklyn fervia com apresentações das bandas Friends, Gauntled Hair, Unknown Mortal Orchestra, Givvers, Chad Valley, Is Tropical, Fidlar, Dom, The Tambourines, pelos clubs locais Brooklyn Bowl, Cameo Gallery, Knitting Factory e Spike Hill. Todos sold out.

A maratona de shows do  CMJ 2011 chegou ao final, com saldo positivo de mais de 1000 shows simultâneos por toda região de Manhattan e Brooklyn. Mas nossa busca incansável por bandas novas, não para por aqui.

O próximo post deste blog será direto de… Seattle.

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Fidlar em ação no palco do Knitting Factory, Brooklyn, US.

O terceiro round do CMJ começou pelo evento College Day, que foi patrocinado pelo coletivo Sounds of Australia, grupo de empreendedores que trouxe para o CMJ 2011 vários artistas da cena indie australiana.  O local escolhido foi o Rosenthal Pavillon, um dos edifícios gigantes do complexo da New York University. No 10º andar fica o   Kimmel Center,  bem no coração de Manhattan.

Dentre os grupos que se apresentaram nesse evento, o maior destaque foi para o trio indie/dance Art vs Science, que fez muito barulho no Kimmel Center. Confira neste vídeo como foi:

Logo a seguir, a bacaníssima Smartlounge, que fica no sétimo andar de um hotel bem cool na Allen Street ia receber os shows do Dum Dum Girls accoustic e também do Unknown Mortal Orchestra. Antes, quem discotecava para aquecer a balada era Nancy Whang (LCD Soundystem ) e Ayad (Passion Pit).

As meninas do Dum Dum Girls são muito queridas pela cena indie de Nova York, tanto que era quase impossível chegar perto do palco. Elas teriam ainda um show sold out na noite seguinte, no Bowery Ballroom.  Formada na California, em 2008, hoje a banda faz parte do cast da Sub Pop e lotam casas de shows por onde passa. Na foto, as guitarristas do Dum Dum Girls, Jules and Dee Dee.

Dum Dum Girls live @ Smartlounge, New York.

Junto com as Dum Dum Girls, o Smartlounge trouxe também uma das mais comentadas bandas do cenário do novo rock americano, o Unknown Mortal Orchestra. Formados recentemente em Portland, a banda que até pouco tempo atrás só tinha um E.P. lançado, hoje está assinada pelo selo Fat Possum. Autores do hit “How Can U Luv Me”, o Unknown Mortal Orchestra e seu som com cara de 60’s low-fi, está pronto para figurar entre os nomes mais importantes da música nova.

Portland's Unknown Mortal Orchestra live @ Smartlounge, New York.

*CAVEMAN é o novo hype em Nova York. São matéria de capa das revistas especializadas, estão nos comentários das pessoas.  Entre os shows que eles fizeram no CMJ 2011, o de quinta à noite no Pianos, foi talvez o mais disputado do festival. Entrar parecia algo impossível. Primeiro porque o Pianos é uma casa pequena, na Ludlow St, tipo com capacidade para 100-200 pessoas. E tratava-se de uma quinta-feira à noite em Nova York, ou seja, havia uma fila enorme que dobrava a esquina e o segurança mandava avisar que ninguém entraria a não ser que saísse alguém. E ninguém iria sair antes de terminar o show do Caveman, que estava sold out. Nem minha credencial me colocava ali dentro. BUT…

A balada estava bem propícia para o show do Caveman. Nas picapes, o DJ mandava o melhor som para se ouvir, na linha DFA,  e as pessoas se expremiam tentando dançar dentro do Pianos. O show foi um petardo. Bem rock. É como se o Caveman ocupasse o lugar do Interpol em 2001.  As pessoas gritavam muito ao final de cada som.  Eles encerraram com uma música em versão extendida, com uns 5 minutos a mais só de barulho ao máximo volume. Quando acabou, o que se ouvia das pessoas ao lado  era “O que foi isso?!”  No vídeo, Caveman toca a faixa “Decide”, que está entre as músicas mais legais que o Studio Eleven apresentou no ano. A gravação está um pouco escura, mas dá pra ter uma ideia de como foi o show.

*FRIDAY

Três shows impressionaram a programação de sexta do CMJ. Mas dentre esses três, um deles chamou mais atenção. A banda em questão é de Los Angeles, só tem um 7″ lançado mas já despertou interesse entre majors que disputam para assinar os caras. A música nova deles, chamada “Oh” foi a faixa da semana na edição #358 do Studio Eleven. Eles atendem pelo nome Fidlar e, a julgar por este show no Knitting Factory, podemos falar aqui que estamos diante de um “next big thing”.

Outro destaque foi o showcase surpresa do Gary Clark Jr na Puma Store,  anunciado momentos antes, para não estourar a capacidade da loja. Sim, ele toca muito, E a banda dele também. Em alguns momentos, não sei porque mas vejo o Gary Clark como um Jimi Hendrix de 2011, olha o que o cara faz no final do som:

Encerrando a noite, o Crocodiles apresentou seu art punk barulhentíssimo para um Bowey Balroom lodadaço, com direito a bolo de aniversário e “happy birthday ” cantado ao vivo para o guitarrista Charles Rowell.

Hoje tem a última rodada de shows do CMJ 2011, uma Boat Party do Brooklyn Vegan, com 4 bandas tocando ao vivo num passeio de barco e uma invasão de shows no Brooklyn, com praticamente todas as bandas legais tocando por lá ao mesmo tempo. Tem também duas bandas brasileiras na programação, o The Tambourines toca no Trash (Brooklyn)  e o  CSS no Webster Hall.

Amanhã tem mais.

Você conhece a Kelley Deal, certo? Veja aqui como foi a participação dela no show do Motel Beds (que também foi muito bom) ontem no Bowery Poetry Club, tocando “Tropics of the Sand”.

Logo mais, tudo sobre o show sold out do Caveman, o novo hype de Nova York.
E ainda: Unknown Mortal Orchestra, Arts vs Science Dum Dum Girls e tudo sobre a terceira rodada do CMJ 2011.

Colaê.


Studio Eleven #358 Tracklisting 20.10.2011

01. We Are Augustines – Headlong into the Abyss
02. Future Islands – Balance
03. Dream Friends – Aging Sportstar
04. Fidlar – Oh
05. Psychic Ills – Mind Daze
06. Hanni El Khatib – Come Alive
07. The Heavy – How You Like Me Now
08. Happy People – Apt
09. Theophilus London – I Stand Alone
10. Catcall – Satellites
11. Alabama Shakes – I Found You

Matthew Murphy and The Wombats tocam para o público lotado do Webster Hall em Nova York.

Sob uma chuva que durou 24 horas non stop, a maratona de shows do CMJ seguiu com ótimos shows e casas lotadas. Um dos destaques do dia foi o showcase da revista americana Spin, que em parceria com a Puma, está levando bandas muito legais para tocar dentro da loja da marca, na Union Square. Ontem dentro deste line up se apresentaram o U.S Royalty, Weekend e Dom, em performances de aquecimento para os shows da noite.  A Spin oferece também um download gratuito  com as bandas mais legais que estão tocando no CMJ. Para baixar o seu, é só curtir a página deles no Facebook.

Das mais de 1000 bandas que se apresentam essa seamana no CMJ, entre as que merecem destaque está o Weekend.  O power trio de São Francisco toca alto e bom som, com muita técnica, barulho,  distorção e energia de sobra. Os efeitos no baixo e voz são impressionantes.

San Francisco's post punk outfit Weekend, em performance ao vivo no CMJ 2011.

Enquanto isso, no Webster Hall, o The Postelles preparava o público lotado para o show do The Wombats. Com o disco de estreia produzido pelo Stroke Albert Hammond Jr, os Postelles já têm público fiel em Nova York e estão bem próximos de ser um dos grandes nomes da música pop  com um single que deve ferver o verão de 2012. A música em questão, tem cara de hit instantâneo e quando foi tocada ontem, o público chacoalhou o Webster Hall.

Os novaiorquinnos

Os novaiorquinos The Postelles em performance ao vivo ontem no Webster Hall em Nova York.

Depois do show fantástico dos Postelles, era a vez do The Wombats subir ao palco. A banda que está em extensa turnê mundial (tocaram em Adelaide 2 dias atrás ) fez um show mesclando as músicas do seu novo álbum com os hits mais antigos. O maior barato foi ver o público cantando “Dancing in the Dark” do Bruce Springsteen, que tocou antes da banda entrar no palco.  A música foi cantada em coro por todo mundo, inclusive a molecada que estava nascendo quando ela foi lançada.

Daí o Wombats entrou em cena e fez assim:

Dentro da programação de ontem, aconteceu também uma noite voltada para a música brasileira, no Dominion, que fica na Lafayette St. Cheguei por lá na metade do show da Beatriz Azevedo, que mandava uma bossa nova até legal de ouvir. Mas infelizmente ela não teve muita sorte quanto ao seu horário e o show dela foi cortado na metade. Desnescessário mencionar que ela ficou p* da vida, mas horário é horário. Ainda bem que a banda a seguir era o experiente Holger,  em meio a uma  turnê de 30 shows pelos Estados Unidos,  fez um sound check rapidinho e começou o show que salvou a “noite brasileira” de um  fiasco. O público estava esparramado, mas assim que o Holger começou a primeira música, o povo foi chegando e enchendo o Dominion. Eles tocaram músicas novas, e algumas do álbum “Sunga”  “que significa Speedo em português” disse o vocalista.  O show foi animado e eles mandaram tão bem que na última música, a organização veio avisar que eles podiam tocar mais uma. E olha o que eles fizeram com “Hey” do Pixies…

24 Hour Party People

Outra coisa bacana do CMJ são as festas, aquelas que só entra com o nome na lista. Ontem, quem fez um DJ set impressionante foi o ilustríssimo Andy Routke, baixista do The Smiths. A festa aconteceu em um lounge que fica no 7º andar de um hotel na Allen Street. Estava tão lotada a ponto de não ter como andar lá dentro. Andy Rourke colocou o povo pra dançar ao som de Primal Scream a Dee-Lite.

Falando em festa, vou indo nessa que  hoje a lista de shows está grande: Unknown Mortal Orchestra, Givers, Chad Valley, Jacuzzi Boys, Portugal. The Man, Black Taxi, Motel Beds e Kelley Deal, We Are Scientists, Lissy Trullie, Caveman, Friends, Robbers On High Street, Metronomy, J Mascis, Penguin Prison, Weekend, Arts Vs Science, Dum Dum Girls, Beat Connection, etc…

Amanhã tem mais.

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Wild Flags ao vivo ontem à noite @ Bowery Balroom: sim, o super grupo de meninas fez o melhor show do primeiro dia do festival

Começou ontem em Nova York, o CMJ Music Marathon and Film Festival, uma das maiores plataformas da nova música mundial e o único festival deste tipo no mundo,  com mais de 1000 artistas se apresentando em Nova York. Durante 5 dias  (e desde ontem) , Manhattan está sendo inundada de tantos shows e filmes que você desejaria  estar em (pelo menos) 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo. É mais ou menos assim: em um dia você assiste mais shows do que viu durante um ano inteiro. Isso fora os filmes, palestras sobre a indústria da música e festas, festas e…  mais festas.

Um dos primeiros destaques de ontem foi a apresentação do Tall Ships, no The Living Room.  Muito à vontade no palco, o Tall Ships impressiona pelos samples ao vivo que eles fazem, enquanto a música continua tocando, eles trocam de intrumentos e depois voltam e terminam o som como se nada tivesse acontecido.  Como por exemplo na foto abaixo, em que  o baterista Jammie pegou a caixa da bateria no meio de uma música, sentou ao meu lado na mesa e continuou o show dali mesmo.

Tall Ships ao vivo @ The Living Room, New York, 18.10.2011

Lembra quando falamos aqui da melhor música do mundo? Foi com ela mesmo que o Tall Ships encerrou o show, para um público que se expremia no pequeno Living Room para ver o show. Confere aí:

Mas a primeira noite do CMJ 2011 foi das mulheres. Começando com o  Hospitality ( Merge Records) que levou seu indie pop fofo do Brooklyn para o Bowery Ballroom, na voz da vocalista Ander Papini, com sua voz doce, usando uma camiseta do Beastie Boys encantou a todos.

Amber Papini nos vocais do Hospitality ao vivo ontem no Bowery Ballroom, New York: indie pop na medida certa.

Depois foi a vez da Eleanor Friedberger mostrar porque deixou o The Fiery  Furnaces para seguir carreira solo, em um show com uma hora de duração mostrando em boa forma as músicas do seu debut album.

Eleanor Friedberger live @ CMJ 2011

Mas quem fechou com chave de ouro foi o super grupo de meninas Wild Flag. As guitarristas/vocalistas Mary Tomony e Carrie Brownstein, ex Sleater Keaney estão na melhor forma possível. O show foi uma explosão de guitarras distorcidas e muita energia ao vivo. O público as recebeu como se fossem a banda mais importante do mundo e ao tocar “Romance”, o Bowery Ballroom veio abaixo. Para treinar o inglês, leiam a crítica deste show que acabou de sair no New York Times, aqui.

Dentre as bandas legais que tocam hoje no CMJ estão o The Wombats, Viva Brother,  Weekend, Casiokids, Dom, U.S. Royalty, Chad Valley, The Postelles, The Parlotones, Cavemen, Still Corners, Glauted Hair, etc…

Colaê amanhã.

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The Joy Formidable: Studio Eleven track of the week. Picture by Ryan Muir (ryanmuir.com)


Studio Eleven #357 Tracklisting 13.10.2011

01. Volcanoes – A Knife In The Dark
02. Grace Woodroofe – Bear
03. 1,2,3 – Scared But Not That Scared
04. The Joy Formidable – Austere
05. Casiokids – Det Haster!
06. Motel Beds feat. Kelley Deal – Tropics Of The Sand
07. Dum Dum Girls – Bedroom Eyes
08. Holger – She Dances
09. Nomadic Firs – Vines
10. Chad Valley – Fast Challenges
11. Cillie Barnes – Indian Hill

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Imagine mais de 900 bandas, tocando em mais de 80 casas noturnas de Manhattan e também do Brooklyn, durante 5 dias, para um público estimado em 120 mil pessoas. Assim vai ser a 31ª edição do CMJ Music Marathon and Film Festival, que acontece de 18 a 22 de outubro, em Nova York. Este blog/programa de rádio estará acompanhando de perto as principais atrações do festival, e postando aqui nossas impressões com vídeos, fotos e entrevistas.

Está em Nova York? Clique aqui para comprar ingressos para o CMJ. E aqui para o line-up completo do festival.

Alternativamente, acesse o site do festival para mais detalhes sobre a programação.

See you soon.