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A banda paulistana CSS ao vivo, no show de encerramento do CMJ 2011 em Nova York

Se você pensar que há 8 anos atrás, o CSS era apenas mais uma banda que tocava pelos clubes de São Paulo por um 6 pack de cervejas, e que hoje, é uma banda que deu totalmente certo, vai parecer um sonho.

A proporção que tomou o CSS aqui na America é impressionante.  A banda fez o último show do CMJ com um Webster Hall lotado, e a casa é grande. Os fãs do CSS chegaram cedo e já colaram na primeira fila do palco e dali ninguém sai. Na lojinha com om merchandising oficial, os produtos vendiam como água, O vinil de La Liberación chegou esgotado para o show de Nova York e as camisetas vendem uma atrás da outra. Foi bem legal.

A abertura do show ficou para o Men, banda do Brooklyn que toca um electro rock bem ritmado, e que está acompanhando a turnê do CSS pelos Estados Unidos.

Men: do Brooklyn para os shows de abertura da turnê do CSS

O show do CSS foi baseado nos hits da banda, dos 2 primeiros álbums, e músicas do último trabalho La Liberación. Músicas como “Off The Hook” e “Let’s Make Love and Listen Death From Above” colocaram o Webster Hall abaixo. Neste vídeo, o CSS toca “Move” e nele dá para ter uma ideia como Lovefoxx é adorada pelo público.

Enquanto isso, o Brooklyn fervia com apresentações das bandas Friends, Gauntled Hair, Unknown Mortal Orchestra, Givvers, Chad Valley, Is Tropical, Fidlar, Dom, The Tambourines, pelos clubs locais Brooklyn Bowl, Cameo Gallery, Knitting Factory e Spike Hill. Todos sold out.

A maratona de shows do  CMJ 2011 chegou ao final, com saldo positivo de mais de 1000 shows simultâneos por toda região de Manhattan e Brooklyn. Mas nossa busca incansável por bandas novas, não para por aqui.

O próximo post deste blog será direto de… Seattle.

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Fidlar em ação no palco do Knitting Factory, Brooklyn, US.

O terceiro round do CMJ começou pelo evento College Day, que foi patrocinado pelo coletivo Sounds of Australia, grupo de empreendedores que trouxe para o CMJ 2011 vários artistas da cena indie australiana.  O local escolhido foi o Rosenthal Pavillon, um dos edifícios gigantes do complexo da New York University. No 10º andar fica o   Kimmel Center,  bem no coração de Manhattan.

Dentre os grupos que se apresentaram nesse evento, o maior destaque foi para o trio indie/dance Art vs Science, que fez muito barulho no Kimmel Center. Confira neste vídeo como foi:

Logo a seguir, a bacaníssima Smartlounge, que fica no sétimo andar de um hotel bem cool na Allen Street ia receber os shows do Dum Dum Girls accoustic e também do Unknown Mortal Orchestra. Antes, quem discotecava para aquecer a balada era Nancy Whang (LCD Soundystem ) e Ayad (Passion Pit).

As meninas do Dum Dum Girls são muito queridas pela cena indie de Nova York, tanto que era quase impossível chegar perto do palco. Elas teriam ainda um show sold out na noite seguinte, no Bowery Ballroom.  Formada na California, em 2008, hoje a banda faz parte do cast da Sub Pop e lotam casas de shows por onde passa. Na foto, as guitarristas do Dum Dum Girls, Jules and Dee Dee.

Dum Dum Girls live @ Smartlounge, New York.

Junto com as Dum Dum Girls, o Smartlounge trouxe também uma das mais comentadas bandas do cenário do novo rock americano, o Unknown Mortal Orchestra. Formados recentemente em Portland, a banda que até pouco tempo atrás só tinha um E.P. lançado, hoje está assinada pelo selo Fat Possum. Autores do hit “How Can U Luv Me”, o Unknown Mortal Orchestra e seu som com cara de 60’s low-fi, está pronto para figurar entre os nomes mais importantes da música nova.

Portland's Unknown Mortal Orchestra live @ Smartlounge, New York.

*CAVEMAN é o novo hype em Nova York. São matéria de capa das revistas especializadas, estão nos comentários das pessoas.  Entre os shows que eles fizeram no CMJ 2011, o de quinta à noite no Pianos, foi talvez o mais disputado do festival. Entrar parecia algo impossível. Primeiro porque o Pianos é uma casa pequena, na Ludlow St, tipo com capacidade para 100-200 pessoas. E tratava-se de uma quinta-feira à noite em Nova York, ou seja, havia uma fila enorme que dobrava a esquina e o segurança mandava avisar que ninguém entraria a não ser que saísse alguém. E ninguém iria sair antes de terminar o show do Caveman, que estava sold out. Nem minha credencial me colocava ali dentro. BUT…

A balada estava bem propícia para o show do Caveman. Nas picapes, o DJ mandava o melhor som para se ouvir, na linha DFA,  e as pessoas se expremiam tentando dançar dentro do Pianos. O show foi um petardo. Bem rock. É como se o Caveman ocupasse o lugar do Interpol em 2001.  As pessoas gritavam muito ao final de cada som.  Eles encerraram com uma música em versão extendida, com uns 5 minutos a mais só de barulho ao máximo volume. Quando acabou, o que se ouvia das pessoas ao lado  era “O que foi isso?!”  No vídeo, Caveman toca a faixa “Decide”, que está entre as músicas mais legais que o Studio Eleven apresentou no ano. A gravação está um pouco escura, mas dá pra ter uma ideia de como foi o show.

*FRIDAY

Três shows impressionaram a programação de sexta do CMJ. Mas dentre esses três, um deles chamou mais atenção. A banda em questão é de Los Angeles, só tem um 7″ lançado mas já despertou interesse entre majors que disputam para assinar os caras. A música nova deles, chamada “Oh” foi a faixa da semana na edição #358 do Studio Eleven. Eles atendem pelo nome Fidlar e, a julgar por este show no Knitting Factory, podemos falar aqui que estamos diante de um “next big thing”.

Outro destaque foi o showcase surpresa do Gary Clark Jr na Puma Store,  anunciado momentos antes, para não estourar a capacidade da loja. Sim, ele toca muito, E a banda dele também. Em alguns momentos, não sei porque mas vejo o Gary Clark como um Jimi Hendrix de 2011, olha o que o cara faz no final do som:

Encerrando a noite, o Crocodiles apresentou seu art punk barulhentíssimo para um Bowey Balroom lodadaço, com direito a bolo de aniversário e “happy birthday ” cantado ao vivo para o guitarrista Charles Rowell.

Hoje tem a última rodada de shows do CMJ 2011, uma Boat Party do Brooklyn Vegan, com 4 bandas tocando ao vivo num passeio de barco e uma invasão de shows no Brooklyn, com praticamente todas as bandas legais tocando por lá ao mesmo tempo. Tem também duas bandas brasileiras na programação, o The Tambourines toca no Trash (Brooklyn)  e o  CSS no Webster Hall.

Amanhã tem mais.